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Artigo: Eleição, ética e moralidade

06/08/2008 09:09h

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Em artigo publicado nesta quarta-feira (06) no jornal Zero Hora, o presidente da OAB/RS analisa o atual contexto político brasileiro com a aproximação dos pleitos municipais.

Já estão nas ruas o entusiasmo e as cores das campanhas políticas para prefeito, vice-prefeito e vereadores, que serão escolhidos nas eleições de outubro deste ano. Será um momento decisivo para a sociedade, pois jamais como nos últimos tempos houve tantas denúncias de irregularidades, corrupção, de falta de moralidade e de ausência de ética nas administrações públicas. Entre nós, gaúchos, no entanto, parecia haver uma certa convicção de que o nosso Estado era imune à escandalosa rapinagem verificada em outras regiões do país.

Mas veio a realidade e, com ela, a dura desilusão. As várias imoralidades noticiadas, ocorridas em alguns órgãos públicos, culminando com o caso Detran, expuseram a vulnerabilidade do Rio Grande do Sul à pilhagem. Que esses registros negativos sirvam de exemplo do tipo de ocorrência que não queremos ver repetido por aqui. A Ordem dos Advogados do Brasil/RS (OAB/RS) confia que a Justiça saberá punir de pleno aqueles que se locupletaram com a corrupção.

Neste cenário, é razoável afirmar que as eleições municipais brasileiras deste ano poderão significar, a um só tempo, escolha e depuração administrativa. A votação, por isso, deve ser precedida de muito critério, ético e político, beneficiando candidatos de conduta ilibada e que tenham reais compromissos com as causas da sociedade. Esta, por sua vez, tem o dever de cobrar dos eleitos o fiel cumprimento dos discursos pré-eleitorais. Nosso regime democrático prevê, legalmente, obrigações de transparência gerencial dos bens coletivos e permite ao cidadão averiguar e controlar os atos administrativos em todas as esferas do poder público. Além disso, é prerrogativa e obrigação de cada cidadão acompanhar e interferir em todo o processo de formulação das políticas públicas, desde o início até a execução. Todos ganham com isso.

Devemos ter a consciência de que, com a eleição, podemos dar início a um ciclo de virtudes à gestão pública. E espera-se que este seja um ciclo baseado nos mais altos princípios éticos e morais que os governantes escolhidos e seus subordinados forem capazes de assumir e manter. Não mais queremos correr o risco de avistar, no cenário político deste país, pessoas que possam cometer a infâmia de misturar o bem público com fontes de ganhos privados inconfessáveis, pois a nação clama por decência nas administrações.

06/08/2008 09:09h



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