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Comissão da Mulher Advogada discute sobrecarga e violência vivenciadas pelas mulheres

14/08/2008 18:02h

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Foto: Carmelina Mazzardo
Lauro Rocha - OAB/RS - Arquivo
Lauro Rocha - OAB/RS - Arquivo

Nesta semana, as mortes de duas mulheres e de seus filhos chocaram a região sul do país. Uma morreu em razão de uma descarga elétrica, enquanto segurava sua filha no colo, e a outra, ao lado de seus dois filhos, foi executada pelo ex-marido, que depois se suicidou.

Para a Comissão da Mulher Advogada da OAB/RS, presidida por Carmelina Mazzardo, o primeiro caso mostra “os problemas que as mulheres ainda têm de enfrentar sozinhas. A mulher tem que ser mãe, dona de casa, profissional, tudo ao mesmo tempo”, enfatizou Carmelina.

Segundo a advogada, “esse caso representa claramente isso, pois a tragédia poderia ter sido evitada se houvesse auxílio do marido”. 

A morte da professora, Ivonete Borges Rigo, 35 anos, e de sua filha, Vitória Botega, de quatro meses, ocorreu nesta terça-feira (12), em Tubarão, SC. Conforme testemunhas, a lástima aconteceu durante a madruga, pouco depois de Ivonete dar mamadeira à sua filha. O bebê vomitou no cabelo da mãe, que o deixou na cama e foi se lavar. 

Como Vitória continuou a chorar, a mãe buscou a criança e retornou ao banheiro para secar os cabelos. Acredita-se que a mãe deixou o secador cair na pia e ao tentar pegá-lo, levou um choque, que também atingiu o bebê. O incidente levou à morte das duas.

No segundo episódio, Fátima da Rosa e seus filhos Cauã e Stefani foram mortos por Alciomar Rodighero, ex-marido de Fátima. Segundo testemunhas, o casal mantinha uma relação tumultuada pelo ciúme de Rodighero, realidade que teria motivado a separação do casal, ocorrida há dois meses.

Durante esse período, o ex-marido visitava a família com freqüência e mantinha uma relação aparentemente saudável com ela. Porém, na manhã de quarta-feira (13), enquanto a ex-mulher e os dois filhos dormiam, Rodighero teria entrado na casa da família e cometido o crime. Em seguida, teria se enforcado e deixado um bilhete, pedindo desculpas pelo crime e dizendo que não aceitava viver longe da família.

“Esse fato certamente poderia ter sido evitado se houvesse uma política de prevenção eficaz e uma maior atenção dos juizados especiais com a violência doméstica. A mulher, muitas vezes, não tem escolha, sendo forçada a conviver com um homem agressivo, mesmo após ter efetuado ocorrência policial”, concluiu Carmelina.

14/08/2008 18:02h



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